A importância das vacinas e da vacinação



Nos últimos meses, devido à vacina da gripe, voltamos a ter este tema muito presente na comunicação social. A vacinação tem também sido um tema bastante controverso nos últimos anos, com algumas pessoas a questionar a necessidade e segurança das mesmas.

Como tal, escrevemos este artigo a abordar algumas das principais questões relacionadas com as vacinas.

É importante perceber que a vacinação constitui uma das maiores vitórias da Medicina moderna, permitindo a prevenção de mais casos de doença e morte precoce do que qualquer outro tratamento médico. No entanto, é o sucesso alcançado na diminuição do número de novos casos que pode fazer esmorecer a sua necessidade, levando ao aparecimento de argumentos anti-vacinação e ameaçar a continuidade dos resultados alcançados.

O que é uma vacina?

Uma vacina é uma preparação antigénios (partículas estranhas ao organismo), que administrada a um indivíduo saudável provoca uma resposta imunitária, resposta similar à da infeção natural induzindo imunidade sem risco para o vacinado.

Os antigénios das vacinas podem ser vírus ou bactérias, inteiros, mortos ou atenuados, ou fragmentos desses microrganismos, por exemplo, partes da parede celular de uma bactéria, uma toxina inativada, etc.

Ao contrário dos medicamentos as vacinas têm uma ação preventiva.

Porque nos devemos vacinar?

A vacinação serve para nos protegermos a nós e a quem nos rodeia.

Apresentamos algumas razões, também defendidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS):

  • As vacinas salvam vidas.

Antes da introdução da vacinação de rotina das crianças as doenças infeciosas eram a principal causa de morte na infância, e eram também causa de sofrimento e de incapacidade permanente. Com o elevado número de cidadãos vacinados, tem-se conseguido controlar as doenças evitáveis pela vacinação, com uma enorme diminuição do número de mortos e de incapacidades.

  • Os surtos de doenças evitáveis pela vacinação são ainda uma séria ameaça para todos.

Atualmente, devido ao sucesso dos programas de vacinação, a maioria das pessoas desconhece a gravidade das doenças evitáveis pela vacinação, não se apercebendo da importância e dos ganhos conferidos pelas vacinas. No entanto, com exceção da varíola, considerada erradicada pela OMS em 1980, os microrganismos responsáveis pelas doenças evitáveis pela vacinação continuam a existir na comunidade, sendo uma ameaça à saúde de todos os que não estão protegidas pelas vacinas. Como exemplo, temos os surtos de sarampo na Europa que ocorrem maioritariamente em pessoas não vacinadas.

  • As doenças podem ser controladas e eliminadas.

Com uma vacinação sustentada e em grande escala as doenças como o sarampo podem ser eliminadas da Europa, à semelhança do que ocorreu com a poliomielite e como já sucedeu com a varíola. Para que tal seja possível, é necessário que uma percentagem muito grande da população adira aos programas nacionais de vacinação.

  • A vacinação é custo-efetiva.

Ou seja, o seu custo compensa largamente os custos associados ao tratamento das doenças e das suas complicações (incluindo a morte).

  • Para se conseguir controlar uma doença, é necessária uma grande proporção de pessoas vacinadas.

A eliminação do sarampo, por exemplo, requer que pelo menos 95% das pessoas estejam vacinadas. Cada pessoa não vacinada corre o risco de adoecer e aumenta o risco de transmitir a doença na comunidade.

A vacinação é obrigatória?

Excetuando as vacinas do tétano e da difteria, a vacinação em Portugal não é obrigatória.

No entanto, instituições de ensino privados podem impedir a matrícula de alunos não vacinados.

Para além disso os profissionais de saúde devem ter o programa nacional de vacinação (PNV) atualizado com destaque para a vacinação contra a hepatite B, vacina contra o sarampo, parotidite epidémica (papeira) e rubéola e vacina contra a poliomielite.

Como e onde posso tomar uma vacina?

A vacinação é um direito básico de todos os cidadãos. Todas as pessoas têm acesso à vacinação gratuita e segura: os programas nacionais de vacinação permitem que todas as pessoas recebam as vacinas de acordo com a sua idade e em serviços de saúde competentes.

O Programa Nacional de Vacinação é um programa universal gratuito e acessível a todas as pessoas presentes em Portugal. Tem como objetivo a proteção de indivíduos e a população em geral contra as doenças com maior potencial para constituírem ameaças à saúde pública e individual e para as quais há proteção eficaz por vacinação.

As vacinas que integram o PNV são as vacinas consideradas de primeira linha, isto é, comprovadamente eficazes e seguras e de cuja aplicação se obtêm os maiores ganhos em saúde.

Estas são administradas nos centros de saúde e outras unidades hospitalares acreditadas, não necessitam de receita médica, nem necessita de ter médico de família.

As vacinas que não fazem parte do PNV podem ser receitadas por um médico. A administração das mesmas já pode ser realizada além de nos locais acima indicados, nalgumas farmácias ou ao domicílio por profissionais de saúde habilitados.

Podem adquirir as vacinas fora do PNV em farmácias.

Marque a administração de vacinas com a nossa equipa de enfermagem aqui.

É reconhecido ao indivíduo o dever de defender e promover a sua própria saúde e a dos outros, criando condições para a melhoria dos níveis de saúde da sociedade, nomeadamente através do contributo para o estabelecimento de uma imunidade de grupo que possa levar eventualmente à erradicação de outras doenças, como aconteceu no passado com a varíola. Por esta razão devemos seguir o Programa Nacional de Vacinação.

Se precisar de falar com um médico sobre a sua condição pode fazê-lo clicando aqui.

A nossa equipa está disponível para ajudar.

Bibliografia

-https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-infecciosas/gripe/vacinacao-contra-a-gripe/#sec-1

-https://observador.pt/2017/04/19/a-nao-vacinacao-em-quatro-dilemas/

-https://www.dgs.pt/saude-publica1/vacinacao.aspx

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