Como a fisioterapia pode ajudar com a reabilitação Pós AVC

Atualizado: 11 de mai.



O nosso Fisioterapeuta José Moreira explica como a fisioterapia pode ajudar na Reabilitação pós AVC:


Segundo a Organização Mundial de Saúde, as doenças cardiovasculares representam a segunda maior causa de morte e a terceira maior causa de disfunção numa escala mundial, sendo em Portugal a principal causa de morte.


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O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a uma doença súbita que leva à morte de algumas células no cérebro por défice de aporte sanguíneo, tal pode acontecer por bloqueio (isquémico) ou rotura (hemorrágico) de uma artéria, levando a alterações motoras, psicológicas e sociais. Após o AVC o nosso cérebro não consegue recuperar as células perdidas, mas por outro lado, as estruturas vizinhas têm capacidade para se adaptar e assumir novas funções, promovendo uma reorganização cortical. A este fenómeno dá-se o nome de neuroplasticidade.


Os fatores de risco para o desenvolvimento desta patologia são a hipertensão arterial, diabetes, hábitos tabágicos, sedentarismo, obesidade, alterações cardiovasculares prévias, hiperlipidemia e maus hábitos alimentares. Este tipo de condição leva a alterações importantes da função do indivíduo, que devem ser abordadas por uma equipa multidisciplinar (fisioterapeuta, terapeuta da fala, terapeuta ocupacional, médico, enfermeiro, psicólogo, etc.) incluindo sempre a família no processo de recuperação.

O processo de reabilitação após AVC é um processo complexo que vai depender de vários fatores como por exemplo o tipo e localização da lesão, a idade e outras patologias associadas.


O fisioterapeuta tem um papel importante na avaliação e intervenção para melhoria das condições motoras e sensoriais assim como na função do doente. Durante a reabilitação devem ser definidos objetivos de recuperação (centrados no doente) entre os profissionais de saúde, o doente e a sua família. O processo deve-se focar em restaurar a funcionalidade e na prevenção de um novo episódio através da diminuição de fatores de risco. A globalidade do indivíduo deve ser abordada e respeitada, sendo guiado para a melhoria da sua funcionalidade e a sua reintegração social.

Sendo uma patologia tão devastadora na vida do indivíduo, a melhor estratégia assenta na prevenção da doença, controlando os fatores de risco e promovendo um estilo de vida ativo e hábitos saudáveis.

Bibliografia: Guzik A, Bushnell C. Stoke Epidemiology and Risk Factor Management. Continnum, Cerebrovascular disease p.15-39.Vol.23, No1. 2017


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Fontes: www.dgs.pt www.who.int www.spavc.org www.strokefoundation.org.au

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