O que fazer se o seu filho estiver com dificuldades respiratórias ou falta de ar



O que faço se o meu filho está com dificuldades respiratórias?

Saber identificar sinais de dificuldade e urgência é fulcral! Há sinais mais óbvios, como a prostração, a febre alta ou a tosse irritável, e outros que são menos evidentes, como:

  • Adejo nasal (dilatação das narinas durante a inspiração).

  • Tiragem (músculos do pescoço ou entre as costelas mais visíveis durante a inspiração).

  • Cianose labial e/ou facial (boca ou pele azulada/cinza).

  • Respiração paradoxal (depressão do tórax durante a inspiração).

A combinação destes sinais poderá representar um alerta para uma situação que está a causar dificuldades respiratórias imediatas ao seu filho, pelo que será prudente consultar um médico e/ou dirigir-se às urgências.

Dicas para facilitar a respiração e ventilação da criança

Em situações estáveis ou controladas, estas orientações generalistas poderão servir para facilitar a respiração e a ventilação da criança, promovendo maior eficácia das terapêuticas com as quais se complementam:

  • Elevação na cama: dar inclinação na cabeceira da cama para que o seu filho fique com o tronco e a cabeça elevadas; 30o de declive poderão ser suficientes para melhorar a respiração e diminuir a farfalheira ou a pieira.

  • Hidratação regular: a água ajuda a dissolver e libertar a expetoração mais espessa, pelo que é aconselhável que a criança a beba com frequência; é possível que tussa mais, mas de uma forma mais produtiva, desobstruindo as suas vias mais eficazmente.

  • Limpeza regular do nariz: manter a porta de entrada e saída de ar limpa e permeável permitirá uma respiração mais eficiente e uma tosse mais produtiva, pelo que se aconselha que lave cada narina com soro fisiológico.

  • O uso de aerossóis apenas com soro fisiológico também poderá́ ser útil; no entanto, não exagere na quantidade de vezes que o faz, pois pode ser contraproducente…

  • Evitar vestir em demasia a criança: a sensação de frio do seu filho é semelhante à de um adulto, pelo que não precisa de vestir demasiadas camadas; previna-se evitando correntes de ar e mudanças de temperatura. Os lençóis ou o pijama, se forem polares, também poderão ser fontes de calor excessivo que apenas farão a criança suar, e com isso ser sujeita a maiores amplitudes e variações térmicas.

  • Exercício físico: respeitando a temperatura corporal da criança (a presença de febre alta limita a intensidade de exercício que é recomendável realizar), será sempre uma arma ao dispor para promover mais expansão do tórax e uma ventilação mais profunda e eficaz, bem como uma tosse mais vigorosa e capaz. Outras atividades ou brincadeiras que envolvam a respiração também servirão como terapêuticas úteis e divertidas (exemplos: corridas de bolinhas de papel sopradas com palhinhas; soprar num moinho; fazer bolhas dentro do copo com a palhinha; dançar e cantar alto).

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Artigo de opinião escrito por: Fisioterapeuta Miguel Monteny Relvas

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