Covid-19: Quais os tipos de Testes que existem e quais devo fazer?



Em março de 2020 a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou como pandemia o surto da doença Covid-19, causada pelo coronavírus (SARS-CoV-2). Mais de um ano depois, esta pandemia e o comportamento do próprio vírus continuam a desafiar a comunidade científica e as Autoridades de Saúde à escala mundial. No combate à Covid-19, existem dois tipos de testes disponíveis que permitem saber, por um lado, se a pessoa está ou não infetada pelo novo Coronavírus (testes diagnóstico) e se, por outro lado, já possui os anticorpos para a doença (testes serológicos).

Neste artigo, vamos explorar as principais diferenças entre estes dois tipos de testes e quando é que estes devem ou não ser utilizados e por quem.

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Testes de Diagnóstico da Covid-19

A deteção da presença do vírus Covid-19 no aparelho respiratório é avaliada através da realização de Testes PCR ou através de Teste de Antigénio, que são capazes de confirmar a presença do vírus, ou seja, determinam se a pessoa tem doença Covid-19 ou não. Estes testes são realizados em laboratórios hospitalares capacitados para o efeito ou outros postos de colheita.

Teste PCR

Os testes de PCR verificam se o vírus SARS-CoV-2, que provoca a doença conhecida como Covid-19, está presente na amostra. O resultado deste teste mostra-nos se se há uma infeção ativa num determinado momento.

Como é feito o teste?

Estes testes são feitos por profissionais de saúde que recolhem uma amostra de produto (exsudado) através do nariz (até à nasofaringe), com recurso a uma zaragatoa, (um cotonete grande); esta amostra é posteriormente analisada num laboratório certificado para o efeito. O teste PCR permite que as pessoas possam ter a confirmação se estão ou não infetadas para que possam receber o acompanhamento e tratamento adequado e tomar as medidas necessárias para não infetarem outras pessoas.

Para quem é indicado?

Este teste é indicado para pessoas com sintomas ou que tenham estado em contacto com um caso suspeito ou positivo. Este teste também é indicado para pessoas com sintomas ou que tenham estado em contacto com um caso suspeito ou positivo. Mais comentamos que mesmo o indivíduo assintomático se pode apresentar como Covid-19 positivo e ainda existem outros critérios a ter em conta como os grupos de risco, reintegração na empresa ou em espaços públicos que requisitem este tipo de despiste para segurança das interações. Poderá ser também indicado para indivíduos que regressaram de outro país ou que têm movimentações em meios de transporte aéreos Nacionais e Internacionais.

Quando se deve realizar o teste?

  • Quando apresenta sintomas – febre, tosse, dores de cabeça, perda de olfato, entre outros.

  • Teve contacto com alguém suspeito ou confirmado de estar infetado com Covid-19 ou perante um risco epidemiológico.

  • Pode ainda ser requisitado em caso de ser considerado grupo de risco pela sua profissão ou doença crónicas.

A nossa equipa médica fará a avaliação do seu caso para saber como agir, tirar as dúvidas às suas questões e emitir a prescrição médica se indicado.

O teste deverá ser realizado entre 3 a 7 dias após contacto com um caso suspeito ou positivo, apesar de que o período de incubação pode ir até aos 14 dias.

E se voltou de viagem, quando deve realizar?

A realização dos testes é aconselhada após retorno de uma região infetada e passagens em aeroportos. Na consulta de telemedicina poderá esclarecer com o nosso médico qual o melhor dia para realizar o teste e qual o tempo que deverá permanecer em isolamento.


Testes de Antigénio

O teste de Antigénio (TRAg) é um teste de proximidade “Point of Care”, que utilizam um método imunoenzimático que permite detetar as proteínas do coronavírus responsáveis pela infeção das nossas células. São testes com uma menor sensibilidade do que os testes RT-PCR e permitem identificar rapidamente os indivíduos infetados quando a colheita é realizada nos primeiros dias da doença.

Como é feito o teste?

O teste é realizado pela colheita de amostras do trato respiratório (exsudado da nasofaringe). São realizados de forma rápida, e permitem a obtenção de resultados num curto espaço de tempo.

Em que situações deve ser utilizado?

  • Em situações de surto e para testagem repetida de pessoas em situação de risco conhecida, com o objetivo de identificar casos positivos rapidamente e de fazer o seu isolamento para limitar o contágio;

  • Quando a disponibilidade de testes PCR é limitada e/ou os seus resultados demasiado demorados para as necessidades clínicas;

  • Para diagnóstico de doentes sintomáticos, nas fases iniciais da infeção (início dos sintomas inferior a 5-7 dias), quando o vírus se replica rapidamente e a probabilidade de existir no organismo em quantidades elevadas é grande.

A possibilidade de realizar testes rápidos em grande número pode assim ajudar a controlar a pandemia, identificando e isolando as pessoas que com mais probabilidade podem espalhar a doença.

Visto que os resultados serem obtidos num curto espaço de tempo (em poucas horas) são indicados para profissionais de saúde ou cuidadores diretos “de maior risco de contágio”.

Nota de Aconselhamento: Aconselha-se a realização dos TRAg com consulta médica prévia de avaliação de contactos de alto risco, sintomas e risco epidemiológico, porque apesar da prescrição não ser obrigatória, é mais responsável, e o acompanhamento médico individual torna-se essencial na orientação dos procedimentos e novos passos a seguir. Pode também ser importante fator preventivo de ansiedade, simplesmente ter uma alta médica com segurança de que o utente não é o um risco para os demais.

Em situações de possíveis falsos negativos, torna-se imperativa a consulta médica prévia, porque pode haver aconselhamento mais consciente no tipo de Despiste pedido: PCR vs Ag.

O que dizem os resultados?

Os testes rápidos são menos sensíveis do que os testes PCR e, portanto, a probabilidade de obter resultados falsos negativos é maior. Ainda assim uma história clínica completa e realização do despiste de Ag reduz a probabilidade de um falso negativo passar despercebido.

Assim, em regra:

  • Um resultado negativo num teste rápido não permite excluir, por si só, uma infeção pelo SARS-CoV-2. O resultado negativo tem de ser avaliado junto com a restante informação clínica e com o enquadramento epidemiológico de cada pessoa, e pode ser necessário realizar um teste PCR.

  • Um resultado positivo num teste Antigénio informa que há uma infeção ativa para a Covid-19 e não carece de confirmação através de PCR

Vantagens:

  1. São testes que apresentam resultados num curto espaço de tempo, podendo ser realizados em situações de grande escala, como por exemplo em escolas, empresas, lares de idosos, residências, volta laboral a escritórios, entre outras a avaliar;

  2. Requerem menos recursos do que os testes RT-PCR, não necessitando de equipamentos de processamento ou material de laboratório;

  3. São Testes mais económico vs. Despiste PCR.

Desvantagens:

  1. A sensibilidade dos testes rápidos é inferior aos testes RT-PCR. Está dependente da quantidade de antigénios presentes no momento da colheita.

  2. Um resultado negativo não garante a 100% que a pessoa não esteja infetada. Nestas situações é necessária a confirmação e realização de um teste PCR e avaliar todos os outros parâmetros da história clínica que são considerados relevantes.

Testes Serológicos- Avaliação Imunitária

(Após infeção por Covid ou Após Vacinação)

Os testes Serológicos ou testes de imunidade, são testes efetuados a partir de recolha de sangue, e permitem avaliar a presença de anticorpos específicos para o vírus SARS-CoV-2 e, dessa forma, avaliar o sistema imunitário e a reação às estirpes existentes do Covid-19.

Ou seja, estes testes permitem avaliar se, no nosso organismo, existe um “combate a uma infeção ativa” e avaliar a nossa imunidade à Covid-19, tendo um papel chave na avaliação da imunidade pessoal e/ou comunitária.

De que forma podemos saber que estamos com infeção ativa por Covid-19?

Os testes serológicos permitem avaliar diferentes tipos de anticorpos: os anticorpos IgM, de curta duração e os primeiros a surgir quando somos infetados pelo vírus; e os anticorpos IgGrelacionados com a memória imunitária.

Os IgM são anticorpos de Fase Aguda, quer isto dizer que surgem nos primeiros 5-7 dias após termos sido infetados pelo Covid-19. A avaliação destes anticorpos permite avaliar a nossa resposta ativa e o combate à infeção.

Os IgG são anticorpos de fase crónica, ou anticorpos de memória. A avaliação destes anticorpos permite avaliar a memória imunitária, permitindo averiguar se existiu um contacto prévio ao Vírus e avaliar a nossa capacidade de resposta a uma nova reinfeção pelo Covid-19.

Quem pode fazer estes testes?

Os testes são indicados para indivíduos que possam ter estado já em contacto com o vírus, tanto por já terem estado positivos (sintomáticos ou assintomáticos) como por terem tido contacto com um caso positivo. Podem ser indicados também por questões laborais.

O que mostram os resultados?

Os resultados mostram se o nosso sistema imunitário produziu anticorpos, caso haja uma infeção ativa ou se existe uma memória imunitária, caso tenha existido contacto com o vírus anterior.

O significado imunizante destes anticorpos não está ainda definido, encontrando-se pendente de aprovação científica internacional, não sendo ainda reconhecido um nível de anticorpos que poderá indicar uma imunidade total contra o vírus, estando apenas verificada uma imunidade parcial, ou seja, o corpo cria os anticorpos que combatem o vírus e ajudam a prevenir uma infeção grave.

Novos dados vão surgir com o desenvolvimento do Plano de Vacinação Mundial.

Resultados possíveis:

  • IgM e IgG negativos: Não houve contacto com o vírus.

  • IgM positivo e IgG negativo: Está ou esteve há poucos dias com uma infeção aguda primária.

  • IgM e IgG positivos: Sofreu uma infeção recente de dias ou semanas.

  • IgM negativo e IgG positivo: Entrou em contacto com o microrganismo numa infeção anterior, desenvolvendo memória imunitária.

Pode fazer só um dos testes serológicos?

Caso nunca tenha realizado nenhum teste de despiste de Covid-19 é recomendado que realize o teste serológico aos dois anticorpos (IgG e IgM). Caso queira apenas um dos anticorpos aconselhamos que seja o IgG. É de salientar que deve seguir o aconselhamento médico da consulta de telemedicina. Se teve contacto com um caso suspeito ou positivo deverá realizar o teste PCR.

Quando se deve realizar o teste?

  • Se suspeita que teve Covid-19 há mais de 28 dias (IgM + IgG)

  • Se já foi vacinado e quer saber se está imunizado – entre 28 a 60 dias após a vacinação (IgG)

Nota: Em caso de suspeita de infeção, deverá fazer o despiste PCR, que é o mais indicado na avaliação da fase aguda do vírus. O médico irá avaliar em ato de consulta qual o mais indicado para si.

Se o IgM mostra os anticorpos de fase aguda, porque não se pode substituir o teste de PCR por este?

Porque o Teste de PCR avalia a carga viral, e o teste de imunidade IgM avalia a quantidade de Anticorpos do organismo.

O teste serológico ao anticorpo IgM deteta apenas os anticorpos entre sete a dez dias após a infeção. Isto significa que a pessoa pode já estar infetada com o vírus, mas como o organismo ainda não está a produzir anticorpos, o resultado do teste será negativo mesmo existindo uma infeção ativa.

(Saiba mais aqui: https://covid19.quilaban.pt/Testes-Rapidos)

Testes rápidos de Anticorpos

Foram estudados testes rápidos baseados num sistema qualitativo de deteção de anticorpos IgG/IgM.

Estes testes utilizam uma amostra sanguínea obtida com uma pequena picada na pele e o resultado é obtido através duma tira de teste. Os resultados são apresentados entre os 15 e os 20 minutos.

Estes testes continuam ainda a ser alvo de estudo por várias entidades de forma a serem cada vez mais úteis clinicamente para dar as respostas necessárias às dúvidas de forma rápida e fidedigna. Utilizado para rastreios gerais e principalmente em casos suspeitos ou que tiveram contactos indiretos com casos positivos. Estes testes não devem ser utilizados como métodos de diagnóstico por si só.

A FCS tem acordos com seguradoras? Os seguros comparticipam?

A comparticipação dos testes deve ser verificada junto da entidade seguradora.

A Ferreira da Cunha Saúde não tem acordos diretos com seguradoras de momento no que diz respeito aos despistes do Covid-19. No entanto, para ambos os testes um médico FCS emite uma prescrição onde poderá vir incluído o número da apólice do seguro de saúde, assim como na respetiva fatura, e desta forma, possa receber o reembolso do seu seguro, se for aplicável, e para isso deverá enviar a prescrição e o resultado do despiste para o email que lhe tenham indicado.

Faça o seu Check-up Covid-19 ou Check-up imunitário connosco sem sair de casa. Fazemos as recolhas de amostras ao domicílio. Para agendar um teste ao Covid-19 connosco basta ir à nossa página de marcações online ou ligar para o +351 911 744 909.

Conte sempre com os profissionais da Ferreira da Cunha Saúde para cuidar de si, onde e quando precisa.

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