Entrevistámos o nosso Diretor Clínico



No mês de Agosto fizemos uma pequena entrevista ao nosso CEO e diretor clínico. Neste podemos ficar a conhecer um pouco mais sobre o percurso do Dr. Miguel e sobre a Ferreira da Cunha Saúde.

  • Medicina sempre foi a profissão de sonho?

A Medicina sempre foi a minha profissão de sonho. Existem outros interesses que, por comparação de níveis de entrega emocional, só reforçaram a vontade de lutar pela percepção da minha vocação profissional.

Desde os 5 anos de idade que mostrei interesse em poder “cuidar dos outros”.

Uma das principais razões de ter continuado a desenvolver este interesse foi o facto de, infelizmente, uma das minhas avós ter sido doente crónica e de constantemente me aperceber que necessitava de apoio médico durante a manutenção das suas doenças. Tornou-se clara a necessidade de criar todas as condições para o que devia ser proporcionado, tanto em bem estar como na capacidade de adaptação, no decorrer da evolução das patologias que apresentava. O importante era maximizar a qualidade de vida.

A possibilidade de poder contribuir de forma ativa para melhorar a qualidade física e psicológica das pessoas, é a razão pela qual decidi ser médico. Em primeiro lugar, sempre as pessoas e a dignidade individual.

Neste momento, quero alargar o domínio dos meus conhecimentos em áreas de competência que irão reforçar os meus objectivos e por esse motivo, vou iniciar uma formação que me permitirá optimizar e desenvolver outro tipo de ferramentas na gestão da saúde e de recursos humanos.

  • Como foi o percurso desde a entrada na faculdade à fundação da FCSaúde?

Foi um percurso natural de identificação dentro das várias especialidades médicas, adquirindo essencialmente as ferramentas clinicas, organização, objectividade e efectividade na execução e solução de problemas. Paralelamente, sempre estive atento ao desenvolvimento de ferramentas psicológicas e de empatia, que acredito fundamentais durante todo o processo de cumplicidade, confiança e gestão de expectativa clinica dos utentes.

Os estágios e colegas com quem tive oportunidade de ganhar experiência, estiveram sempre disponíveis para ajudar a melhorar as minhas competências. O entanto, senti necessidade de continuar sempre a reforçar os meus processos de aprendizagem de interacção, desenvolvendo metodologias de abordagem, criando optimização do exame objectivo e aplicação de terapêuticas medicamentosas (ou não) de forma a solucionar as ocorrências clinicas que me iam sendo apresentadas.

Ao terminar a faculdade, tive oportunidade de realizar estágios em hospitais mas também domicílios de clinica geral, o que me conferiu uma perspectiva objectiva de como poderíamos abordar o mercado da saúde em Portugal. Já existiam empresas de muita qualidade, mas o que eu pretendia era criar um sistema, que conseguisse optimizar uma operação que beneficiasse “um 360º” à volta do utente. Garantir todas as necessidades.

Foi um processo muito pessoal e introspectivo. Era urgente identificar as necessidades reais atuais em domicilio, dos utentes portugueses e estrangeiros a viver em Portugal. Inicialmente trabalhei em empresas de médicos ao domicilio e posteriormente decidi que poderia aplicar a minha visão, que pretendia mais abrangente. Criei uma estrutura complementar e articulada, entre si, que poderia ser pioneira e inovadora pela quantidade e qualidade de soluções, à distância de um único prestador de serviços.

A Fundação e o desenvolvimento da FCSaúde tem sido um processo muito natural. Uma grande e fantástica aventura, com níveis de aprendizagem, empatia e resiliência, mãos dadas com os fundamentais canais de comunicação e humildade por parte de todos nós, os que integramos a equipa nuclear. Sabemos que todos os dias fazemos tudo em prol da qualidade de serviço, à data não tendo falhado um único serviço a que nos propusemos. Este tipo de execuções falam sobre o nível de exigência presente nesta empresa, auto-imposta pela natural empatia entre colaboradores que querem, em equipa, trazer uma experiência única e personalizada, o que esperamos de todos os nossos serviços.

Estou muito agradecido aos Co-Fundadores e demais sócios por toda a confiança depositada, bem como pela partilha de valores (indispensáveis) num objectivo bem superior a exclusivos proveitos económicos. Entendemos que o nosso papel como empresa é todos os dias fazer a diferença na vida das pessoas!

  • Como surgiu e o que motivou a criação da Fcsaúde?

A minha grande motivação na criação da FCSaúde foi, no processo, a certeza que a ambição era ter um serviço que se desenvolve-se e crescesse apenas baseado num modelo de qualidade de serviço. Toda a minha filosofia e vocação estavam nesse conceito. Um serviço que permite à distância de um contacto ter cuidados clínicos, de bem-estar e de cuidados especializados de qualidade. Qualidade cientifica e qualidade de serviço.

Primeiro, foquei os meus objectivos para uma estrutura firme de ideias e projetei o nível de organização de uma empresa com um modelo clinico e não económico. A partir dai, começaram a alinhar-se as ideias/vontades e criei uma visão sobre o que considero o verdadeiro 360º à volta do utente, com a capacidade de acompanhar qualquer fase de vida, especializando, sub-especializando e com resultados. Sempre acreditei não só na pratica clinica reactiva/curativa, mas também na prevenção, manutenção e optimização do estado de saúde.

O lema “A nossa prioridade são os utentes” representa por génese o nosso conceito. É a nossa assinatura desde a fundação da empresa. É um valor que se partilha e não qualquer coisa que se consiga, realmente, explicar por palavras. É este tipo de pilar que, cada vez mais, me enche de orgulho. Revejo este mesmo pilar nos intervenientes que se juntaram ao projecto e que são parte fundamental do mesmo. Continuamos todos a inovar nas nossas respostas aos desafios operacionais e de saúde que surgem, sempre com o maior empenho e boa disposição, motivados para melhorar a vida dos utentes e facilitar o serviço aos nossos profissionais!

A projeção da FCSaúde com uma equipa competente, positiva e acima de tudo com valores humanos vincados, foi uma das principais razões pelas quais me motivei a criar , também, esta empresa.

  • Como é coordenar o papel de fundador, CEO, diretor clínico e médico?

É bastante exigente, mas também é desafiante ao mesmo tempo. Penso que a responsabilidade de todos os papeis é uma recordação constante da disciplina e da necessidade de foco que qualquer liderança deve ter. A capacidade de exercer vários papeis de uma forma competente é um dos maiores desafios da minha vida e tem existido uma evolução natural no âmbito profissional que me permite projetar uma equipa, a cada passo maior e cada vez mais especializada, permitindo-me delegar posições estratégicas na empresa, para que se possa desenvolver de forma sustentável e com maior capacidade de operação.

Desde o inicio que fiz questão de passar por praticamente todas as áreas de acção da empresa, sendo minha responsabilidade geri-las de forma Macro, com conhecimento especifico. Não poderei exigir mais, do que eu próprio dou à empresa, a qualquer colaborador.

Acredito numa liderança com base no exemplo e na coerência, e tento aplicar esta premissa todos os dias. A razão de passar por varias áreas da empresa prende-se essencialmente com o facto de querer sempre poder compreender as facilidades e dificuldades que se possam apresentar e focar-me em conjunto com as diferentes equipas nas soluções, evitando o distanciamento dentro da empresa, estimulando a cooperação e a comunicação.

Assumo neste momento vários papeis essenciais na estrutura da empresa, mas que em nada faria sentido, sem a minha (nossa) equipa.

Todos os colaboradores, desde os diretores da empresa das várias áreas aos colaboradores administrativos, estagiários, motorista e qualquer dos profissionais clínicos e de bem estar da empresa, têm sido espetaculares e uns verdadeiros heróis dia-a-dia, ajudando a que o nosso trabalho apesar de árduo tenha uma realização inerente a cada solução, para cuidar dos nossos utentes. Todos que fazem parte da nossa equipa acreditam no projeto, e por termos todos valores e propósitos semelhantes, juntamo-nos com um objectivo comum e prioritário: ajudar a melhorar a vida de todos os utentes sob uma base de empatia e ética profissional!

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